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Inteligência artificial
Curso Avançado de Inteligência Artificial para Uso Profissional
Integrar a inteligência artificial no exercício profissional com domínio técnico, controlo humano e capacidade para fundamentar a decisão.
- Duração
- 20 horas
- Organização
- 6 módulos
- Requisito de entrada
- Utilização básica de IA generativa
- Evidência final
- Dossier de decisão
- Disponibilidade
- 28 de Setembro de 2026
Problema profissional
Um resultado plausível não é ainda um resultado profissionalmente utilizável.
Os sistemas generativos podem produzir respostas convincentes sem oferecer garantia suficiente sobre a sua exactidão, proveniência ou adequação ao caso. A fluência do resultado não elimina o dever de verificar, nem desloca a responsabilidade pelo acto praticado com o seu apoio.
O curso trata a IA como componente de um processo profissional: com finalidade delimitada, dados admissíveis, controlos proporcionais, validação humana e evidência do percurso seguido.
Destinatários
Profissionais que utilizam ou pretendem utilizar inteligência artificial em tarefas com impacto sobre clientes, cidadãos, organizações ou terceiros.
O curso dirige-se tanto a quem já utiliza estas ferramentas e pretende estruturar uma prática mais eficaz e segura como a quem reconhece a necessidade de compreender os seus limites antes de lhes confiar trabalho profissional.
- Advogados, magistrados e demais profissionais forenses
- Médicos, psicólogos e outros profissionais de saúde
- Professores, formadores e investigadores
- Gestores, economistas, contabilistas certificados, auditores e consultores
- Engenheiros, arquitectos e profissionais das tecnologias da informação
- Jornalistas, editores e profissionais de comunicação
- Administradores, directores, empresários e responsáveis de recursos humanos
- Dirigentes, técnicos superiores, trabalhadores da Administração Pública e eleitos
- Profissionais com responsabilidades em protecção de dados, segurança, risco, compliance e governação
Não pressupõe formação técnica em inteligência artificial. Pressupõe experiência profissional, utilização básica de sistemas conversacionais de IA generativa e disponibilidade para submeter a utilização da tecnologia a critérios de eficácia, validação, segurança e controlo. Não exige conhecimentos de programação.
Capacidades desenvolvidas
Transformar um desafio profissional numa utilização fundamentada da inteligência artificial.
Aprender a definir tarefas, formular instruções exigentes, proteger a informação e avaliar criticamente os resultados. Um percurso que articula utilização prática, compreensão dos limites da tecnologia e critérios de decisão para o exercício profissional.
- Definir o contributo da IA: identificar a tarefa, o resultado pretendido e os critérios de aceitação.
- Construir prompts exigentes: especificar contexto, instruções, limites e elementos que a resposta deve demonstrar.
- Proteger a informação: reconhecer o que não deve ser submetido a um serviço público de IA.
- Avaliar os resultados: examinar exactidão, pertinência, raciocínio, omissões e sustentação das fontes.
- Supervisionar a utilização: reconhecer a competência necessária para validar, corrigir ou rejeitar uma resposta.
Fluxos de trabalho
Conceber um processo em que a assistência da IA permanece controlável.
O formando aprende a representar o processo desde o evento inicial até à conclusão: dados e restrições de entrada, operações humanas e automatizadas, ferramentas utilizadas, critérios de qualidade e validação, registos, excepções, falhas e alternativa manual.
- Localizar os pontos em que uma decisão humana é obrigatória.
- Definir critérios de aceitação, suspensão e escalamento.
- Prever uma via manual para quando o sistema não responde com segurança.
- Conservar os registos necessários para reconstruir o percurso.
Entrega demonstrativa: fluxo de trabalho controlado e lista de controlo reutilizável.
Agentes de IA
Delimitar autonomia, permissões e condições de interrupção.
O curso distingue a assistência pontual, o fluxo semi-automatizado e o agente limitado. A opção por maior autonomia deve ser justificada pelo objectivo, pelo risco e pela capacidade efectiva de supervisão.
- Definir objectivos permitidos e proibidos, fontes, memória e ferramentas acessíveis.
- Limitar acções de leitura, escrita, envio, publicação, aquisição ou eliminação.
- Fixar aprovações humanas, número de passos, tempo, custo e critérios de suspensão.
- Exigir registos, reconstrução da execução, testes em ambiente isolado e recuperação.
Exercício demonstrativo: comparar três arquitecturas para o mesmo processo, seleccionar uma, justificar o grau de autonomia, assinalar as aprovações humanas e definir cinco testes de falha.
Programa
02
Especificação profissional da tarefa
Evidência: instrução auditável com critérios de aceitação e rejeição.03
Avaliação crítica, enviesamento e verificação
Evidência: auditoria de proposições, fontes e inferências.04
Riscos profissionais: laboratórios sectoriais
Evidência: matriz sectorial de informação, risco, dever, controlo e decisão.05
Fluxos de trabalho seguros e governáveis
Evidência: fluxo controlado e lista de controlo reutilizável.06
Deveres aplicáveis e integração
Evidência: dossier de decisão.Método e evidência
Decisões profissionais, casos e artefactos verificáveis.
Cada unidade começa com uma decisão profissional e combina exemplo trabalhado, tarefa parcial e tarefa autónoma. Os exercícios utilizam dados fictícios, sintéticos ou efectivamente anonimizados. Os resultados produzidos pela IA são objectos de auditoria; não valem, por si mesmos, como soluções profissionais aprovadas.
O percurso culmina num dossier de decisão que permite reconstruir a finalidade, os dados utilizados, as instruções dadas, as verificações realizadas, as alterações introduzidas e a validação humana.
Informação
Disponível a partir de 28 de Setembro de 2026.
O formato de realização, o investimento e as condições de certificação serão apresentados com a abertura dos pedidos de inscrição.
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