Academia RÄVENS SOPHIA

Formação avançada para profissionais que decidem responsavelmente, preservando a sua liberdade e autonomia cognitiva.

A Academia prepara profissionais para intervir em contextos nos quais a inovação tecnológica altera os modos de conhecer, decidir e responder. Cruza Direito, tecnologia, organização e julgamento profissional para transformar problemas disruptivos em decisões fundamentadas, controláveis e demonstráveis. Da inteligência artificial à protecção de dados, segurança da informação, integridade, compliance e governação pública, o critério é comum: ampliar capacidades sem ceder a autonomia cognitiva, o controlo do processo ou a responsabilidade pelo acto.

Propósito

Formar para compreender a inteligência artificial e para compreender criticamente o que acontece quando pensamos e decidimos com ela.

A formação centrada apenas na utilização ensina a formular instruções e a obter resultados. Essa competência operacional é necessária, mas insuficiente perante sistemas que intervêm na produção de conhecimento, influenciam o raciocínio e podem criar dependência relativamente às suas respostas, aos seus critérios e às infra-estruturas que os suportam.

A Academia desenvolve uma metacompetência profissional: compreender como a IA produz resultados, reconhecer os seus limites e observar criticamente a forma como condiciona o pensamento, o julgamento e a decisão. O objectivo não é apenas utilizar melhor a tecnologia. É preservar a autonomia e a liberdade cognitivas dos indivíduos, o controlo das organizações sobre os seus processos e conhecimento, e a responsabilidade humana pelas decisões tomadas.

Âmbito

Quatro campos de formação sob uma matriz comum: compreender a disrupção, preservar a autonomia e reconstruir o controlo.

01

Inteligência artificial

Utilização eficaz e segura da inteligência artificial por indivíduos, profissionais e organizações. Preservação da autonomia e da liberdade cognitivas humanas, bem como do controlo das organizações sobre os seus processos, conhecimento e decisões de negócio, perante sistemas que intervêm na produção de conhecimento, no raciocínio e na decisão.

02

Protecção de dados, cibersegurança e segurança da informação

Preservação do domínio sobre dados, sistemas e infra-estruturas perante ecossistemas digitais que transformam informação em poder, exposição e dependência. A protecção não se reduz à conformidade: exige capacidade para antecipar, resistir, responder e recuperar sem perder continuidade, autonomia ou soberania decisória.

03

Integridade, compliance e responsabilidade

Integridade sob pressão em organizações nas quais a velocidade, a opacidade e a automatização podem separar a decisão da responsabilidade. Compliance como arquitectura efectiva de controlo, e não como ritual documental: prevenir, detectar, interromper e reconstruir actuações, tornando o poder escrutinável e a responsabilidade atribuível.

04

Novos modelos normativos

Os modelos regulatórios e jurídicos tradicionais revelam limites perante ambientes em que regras, permissões e possibilidades de actuação são também estruturadas por código, plataformas, standards, arquitecturas digitais e sistemas de inteligência artificial. Compreender e aplicar estas formas emergentes de produção, incorporação e execução normativa é indispensável para recuperar capacidade de intervenção, controlo e responsabilização.

Destinatários

Profissionais de elevada qualificação e responsabilidade decisória.

  • Advogados, magistrados e demais profissionais forenses
  • Médicos e outros profissionais de saúde
  • Gestores, economistas, contabilistas certificados e auditores
  • Engenheiros e arquitectos
  • Dirigentes e técnicos superiores da Administração Pública central e local e eleitos autárquicos

O denominador comum não é o sector. É a existência de deveres profissionais próprios, a responsabilidade pessoal pelo acto e a produção de efeitos relevantes sobre terceiros ou sobre a organização.

Método

Cada unidade de aprendizagem começa numa decisão que precisa de ser sustentada.

  1. Enquadrar.Precisar o problema, o contexto, os factos disponíveis e as restrições relevantes.
  2. Relacionar.Articular o funcionamento técnico, os deveres aplicáveis e as consequências profissionais.
  3. Aplicar.Trabalhar sobre casos e produzir uma resposta, um controlo ou um artefacto verificável.
  4. Submeter a escrutínio.Identificar pressupostos, limites, incerteza e prova necessária para sustentar a decisão.

Oferta

Cursos autónomos, percursos especializados e formação dedicada a organizações.

A oferta pode assumir a forma de cursos com programa próprio, percursos articulados por domínio e acções destinadas a turmas fechadas de empresas ou entidades públicas. Cada página de curso identifica apenas os elementos efectivamente definidos para essa formação: objectivos, destinatários, duração, método, evidências de aprendizagem e condições de frequência.

Consultar a oferta formativa

Plataforma

Um ambiente próprio para aprendizagem, exercício e registo do percurso.

A plataforma da Academia assegura conta individual, organização dos materiais e registo do percurso formativo. As acções destinadas a organizações podem dispor de espaços reservados para as respectivas turmas e conteúdos.

Princípios

Utilizar plenamente a tecnologia sem lhe ceder o pensamento, o controlo ou a responsabilidade.

Eficácia orientada por finalidade. A tecnologia deve ser utilizada com ambição, profundidade e competência, mas sempre em função de um objectivo definido, de critérios de qualidade e de resultados susceptíveis de validação.

Autonomia cognitiva fortalecida. A inteligência artificial deve ampliar a capacidade humana para compreender, criar e decidir. A utilização competente pressupõe reconhecer a influência do sistema sobre o raciocínio e conservar capacidade efectiva para discordar, corrigir ou rejeitar.

Controlo organizacional preservado. Processos, conhecimento, dados e decisões críticas devem permanecer governáveis pela organização. A adopção tecnológica não pode converter eficiência operacional em dependência estratégica.

Segurança e resiliência integradas. A protecção da informação, a continuidade dos processos e a capacidade de recuperação devem ser incorporadas na própria concepção da utilização tecnológica.

Transparência e prova proporcionais. Quanto maior for o impacto da decisão, maior deve ser a capacidade para reconstruir o processo, identificar os pressupostos, verificar o resultado e demonstrar a intervenção humana.

Responsabilidade efectiva. O poder de decidir deve permanecer acompanhado da competência, da informação e da responsabilidade necessárias para responder pelas consequências do acto.