Administração Pública

Inovar sob deveres acrescidos de conformidade, segurança e responsabilidade pública.

A transformação tecnológica da Administração Pública não se reduz à adopção de inteligência artificial. Exige articulação entre protecção de dados, cibersegurança, segurança da informação, integridade, prevenção da corrupção e protecção de denunciantes. A eficácia da inovação depende da capacidade institucional para compreender os regimes aplicáveis, converter obrigações em controlos e demonstrar as decisões tomadas.

Finalidade

Transformar conformidade fragmentada em capacidade institucional integrada.

A formação prepara dirigentes, técnicos, trabalhadores e eleitos para relacionarem tecnologia, dados, segurança, integridade e responsabilidade pública. O objectivo não é transmitir sucessivamente vários regimes, mas desenvolver capacidade para reconhecer as suas interdependências e aplicá-los a processos, decisões e situações concretas.

Campos de conformidade

01

Inteligência artificial

Eficiência tecnológica sem obscurecer a decisão pública. Utilização eficaz e segura da inteligência artificial, preservando a autonomia cognitiva dos profissionais, a fundamentação da decisão, a intervenção humana identificável e o controlo da entidade sobre os seus processos e conhecimento.

02

Protecção de dados, cibersegurança e segurança da informação

RGPD e NIS2 numa arquitectura comum de governação da informação e resiliência. Articulação entre protecção de dados pessoais, gestão do risco, segurança dos sistemas, continuidade, resposta a incidentes, fornecedores e demonstração de conformidade. A incidência concreta da NIS2 é determinada em função da entidade e do respectivo enquadramento.

03

Integridade, compliance e responsabilidade

RGPC e RGPDI como sistemas efectivos de controlo. Aplicação integrada à prevenção, detecção, comunicação, tratamento e reconstrução de ocorrências. O foco não está na produção isolada de documentos, mas na definição de responsabilidades, na operacionalidade dos controlos e na capacidade para demonstrar a actuação institucional.

Abordagem

Casos construídos a partir das intersecções entre regimes, decisões e responsabilidades.

Os exercícios reproduzem situações em que uma mesma decisão mobiliza simultaneamente tecnologia, dados pessoais, segurança, integridade e responsabilidade institucional. A aprendizagem incide na identificação do regime pertinente, na definição dos controlos, na articulação das funções e na produção de evidência verificável.

Resultados institucionais

Conformidade capaz de operar sobre decisões reais.

  • Capacidade para relacionar regimes que actuam sobre o mesmo processo.
  • Responsabilidades e circuitos de decisão claramente delimitados.
  • Controlos jurídicos, técnicos e organizacionais articulados.
  • Preparação para incidentes, falhas e situações de denúncia.
  • Decisões fundamentadas e processos susceptíveis de reconstrução.
  • Redução da distância entre política formal e prática institucional.

Destinatários

Funções com responsabilidade técnica, decisória ou de controlo.

  • Dirigentes e responsáveis por unidades orgânicas
  • Técnicos superiores e trabalhadores com funções especializadas
  • Responsáveis por protecção de dados, segurança, contratação e conformidade
  • Eleitos locais e titulares de responsabilidade decisória

Proposta

Uma acção definida pelos regimes aplicáveis e pelas decisões em causa.

A proposta identifica os destinatários, os processos abrangidos, as capacidades a desenvolver, as evidências de aprendizagem, a duração, o formato e os limites da intervenção formativa.

Solicitar proposta de enquadramento